Parte da Igreja em Pernambuco

Recife, Paulista, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, Caruaru, Goiana, São Lourenço, Condado, Barra de Sirinhaém, Juripiranga e outras cidades circunvizinhas.

Mensagem sobre a Páscoa

26-03-2016 00:02

Por que devemos celebrar a Páscoa?

Texto: Êxodo 12:11-14

Introdução: Aspectos históricos da páscoa do povo judeu

Nesse dia santo celebra-se o mais importante evento da história do povo judeu, a redenção de sua escravidão no Egito e a saída dessa terra. Esse dia

é mais importante que o Rosh Hashana, em que se comemora a criação do mundo, e o Yom Kippur, em que se celebra o perdão de Deus aos pecados

de cada judeu.

O sábado (Shabat) que precede a Páscoa é chamado de o grande Shabat, pois neste dia os judeus sacrificaram um cordeiro em desafio aos egípcios,

que idolatravam esse animal. O dia anterior à Páscoa, é um dia de jejum para os primogênitos. Foi neste dia que os filhos primogênitos de Israel

foram poupados. Porém, há uma festa para celebrar a execução de um mandamento chamado“seudat mitavá", que quebra o jejum, e mesmo os

primogênitos não precisam mais jejuar. Um outro costume que atende a Páscoa, a Ma'cot Chettim, merece ser mencionado: a coleta de dinheiro

para comprar matzot, vinho e outros alimentos para os pobres na Páscoa. Todos os judeus praticantes ficam ansiosos por cumprir tal ação caridosa

antes do dia santo.

A Páscoa começa ao pôr-do-sol do décimo quarto dia do mês de Nisan.

Há três coisas essenciais que distinguem a Páscoa: A primeira é a proibição de comer, beber ou ter a posse de qualquer alimento feito de cereal

levedado ou fermentado durante todos os oito dias do feriado. A segunda é a obrigação de comer matzá pelo menos o primeiro dia do Yom Tov. A

terceira é a celebração de 'seder' casa, em cuja ocasião toda a história da Páscoa é recitada em benefício das crianças da família. Na páscoa, toda a

comida, utensílios da cozinha, pratos e outros objetos que contêm chametz (fermento) devem ser retirados da casa. A razão para esta "limpeza de

primavera" é buscar o cumprimento de um mandamento específico: "ao primeiro dia tirarás o chametz de vossas casas” (Ex. 12:15).

A proibição absoluta de ter pão em casa durante esses oito dias serve para lembrar o período em que o estilo de vida judaico mudou, tal como

mudou da escravidão para a liberdade - a mudança mais radical que pode haver na condição humana - no Êxodo do Egito. Na décima praga o faraó

libertou os judeus do Egito, que marcaram a porta de suas casas com sangue de carneiro, para que o Anjo da Morte passasse por eles. Os judeus

então fugiram para Canaã e assaram pão para a viagem, só que não houve tempo para fermentar. Para comemorar esse fato, os judeus

comem matzá em vez de pão durante a Páscoa, simbolizando a mudança radical do modo de vida.

Primeira Parte

 1. O QUE NÃO É PASCOA

A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade

1.1 SIMBOLOGIA:

 O Coelho da páscoa - A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América do Norte por imigrantes alemães em meados de 1700. O

coelhinho “visitava as crianças”, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa, mas o certo é que a

origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem.

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antiguidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele

se tenha se tornado o símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

 OVOS DE PÁSCOA - O ovo é considerado a mais perfeita embalagem natural. Em diversas culturas o ovo simboliza o começo do universo.

Os sacerdotes druidas escolheram o ovo como símbolo de sua seita. Outra corrente assegura que o ovo tornou-se símbolo pascal

inspirado no costume chinês de colorir ovos de pata para celebrar a vida que deles se origina.

Ovos eram cozidos e comidos durante os festivais do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma. Depois de coloridos, eles eram presenteados para celebrar

a chegada da florida primavera, depois do inverno branco no Hemisfério Norte. Estas culturas tinham o ovo como emblema do universo, a palavra

da suprema divindade, o princípio da vida.

Vários costumes associados à Páscoa não existiam até o século XV. Acredita-se que os missionários e os cruzados trouxeram para a Europa

Ocidental o costume de presentear com ovos. Na época medieval, eram pintados de vermelho para representar o sangue de Cristo. Os cristãos

adotaram esta tradição e o ovo passou a ser o símbolo da tumba da qual Jesus ressuscitou. (FALSO ENSINO DA IGREJA CATOLICA). Os ovos de

chocolate começaram a aparecer já no século XVII. Ovos de plástico recheados de ovos de chocolate ou bombons surgiram na década de 60.

 O Dia da Páscoa - O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do

equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja católica romana, para obter

consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionando-a a uma Lua imaginária -

conhecida como a "lua eclesiástica").

 A Quarta-Feira de Cinzas – Ocorre 46 dias antes do dia da Páscoa, e, portanto a Terça-Feira de carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

 Quaresma – É o período compreendido entre a quarta-feira de cinzas e  o domingo de Páscoa.

Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a sequencia de datas varia de ano para ano,

sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel”.

Segunda Parte

1

2. POR QUE DEVEMOS CELEBRAR A PASCOA ?

2.1 A essência da Páscoa – A origem e os motivos da festa da Páscoa

·         A Origem da Páscoa – A ressurreição de Jesus Cristo

A Festa da Páscoa começou como parte da Páscoa Judaica, quando Cristo foi crucificado e ressuscitou durante a semana de Páscoa. Os Cristãos

acreditam que Cristo é, na verdade, o Cordeiro da Páscoa mencionado no livro de Êxodo, pois Ele tornou-se o perfeito sacrifício pelos pecados da

humanidade. Os judeus que escolheram seguir a Cristo honraram esse dia nos anos a seguir, mas à medida que o cristianismo se espalhou pelas

nações não cristãs, a celebração da Páscoa foi gradualmente combinada com tradições pagãs. As celebrações de hoje em dia são o resultado dessa

influência.

·         A Origem da Páscoa – Cristo revelado na Páscoa Judaica.

Estudiosos cristãos acreditam que o Velho Testamento seja Cristo oculto, enquanto que o Novo Testamento seja Cristo revelado. Vamos examinar

os elementos da Páscoa à luz da vida de Cristo. Por tradição, o cordeiro a ser sacrificado durante a páscoa era escolhido quatro dias antes do

sacrifício. Jesus teve sua entrada em Jerusalém quatro dias antes de ser crucificado. O cordeiro geralmente era morto às 3 horas da tarde durante a

Páscoa. Jesus falou as palavras "está consumado" e morreu na cruz às 3 horas (esse momento é conhecido como a sexta-feira da paixão, mas muitos

estudiosos bíblicos acreditam que a crucificação ocorreu em uma quarta-feira ou quinta-feira). A Festa dos Pães Ázimos começava ao pôr-do-sol.

Um dos sacrifícios envolvia a Oferta dos Cereais, representando os primeiros frutos da colheita. Jesus, de acordo com o Apóstolo Paulo, tornou-se a

primícia dos que ressuscitaram dos mortos (1 Coríntios 15:20). Durante a ceia da Páscoa, três matzás eram colocados juntos. Os cristãos enxergam

esses três matzás como representantes do Pai, Filho e Espírito Santo. O matzá do meio é quebrado, como Cristo disse na Última Ceia: "Isto é o meu

corpo que é partido por vós". O matzá do meio também é quebrado e perfurado, assim como Jesus durante Sua crucificação, e assim como

profetizado em Isaías 53:5, Salmo 22:16 e Zacarias 12:10. Esse matzá é então coberto com um pano branco e escondido, assim como Cristo foi

coberto com um pano e colocado no túmulo.

2.2 Para quem a ponta a verdadeira Páscoa

Para a vinda do cordeiro pascal (JESUS CRISTO), aponta para a libertação vicária de Cristo

2.3 Jesus o Cordeiro Pascal

Páscoa (em hebraico PESSACH) é uma palavra que quer dizer "passagem” ou “passar por cima", no sentido de "poupar", lembrando a libertação

dos israelitas do jugo egípcio (Êxodo 12 aonde a páscoa foi instituida). É umas das três festas em que todo homem judeu tinham a obrigação de

comparecer no santuário (Êxodo 23.14-17). Historicamente, a primeira Páscoa está relacionada com a décima praga – a morte dos primogênitos no

Egito. Israel recebeu a ordem de preparar um cordeiro para cada lar. O sangue devia ser aplicado na verga e nas ombreiras das portas (Êxodo 12.7).

O sangue era o sinal, indicando que o anjo destruidor "passaria por cima" da casa com aquele sinal, sem destruí-los. A páscoa era uma

festa familiar – e ainda o é! – As famílias preparavam os cordeiros e o comia com pães sem fermento (pães ázimos) e ervas amargas para

lembrar da libertação do sofrimento do Egito (Deuteronômio 16.3). Quando a família era pequena para um cordeiro, então os vizinhos podiam

ser convidados para compartilhar da refeição pascal. Esta experiência deveria ser repetida todos os anos, como uma forma de instrução as gerações

futuras (Êxodo 12.24-27). Até hoje, os judeus piedosos comemoram a páscoa desta forma, como um memorial do que fez Adonai por eles.

A Igreja procurou incorporar esta festa desde os tempos primitivos. Paulo chama Cristo de "nossa Páscoa" (1 Coríntios 5:7). O Apóstolo São João faz

uma aplicação da expressão "nenhum osso será quebrado do cordeiro da páscoa" (Êxodo 12.46) à Cristo: "nenhum dos seus ossos será quebrado" (Jo

19.36). O cristão, então, tendo o referencial de Cristo como nosso cordeiro Pascal, deve lançar fora"o velho fermento" da maldade e da malícia, e

colocar no lugar dele "os amos da sinceridade e da verdade" (1 Coríntios 5:8)

Na Páscoa Cristã comemoramos também nossa libertação do Egito, do Egito espiritual. Mas principalmente comemoramos a Ressurreição do

Senhor Adonai ofereceu ao mundo Seu Cordeiro, para nos libertar do jugo da escravidão, "do império das trevas", e para "nos transportar para o

reino do Filho do seu amor", que pelo seu sacrifício expiatório, temos n'Ele, em Jesus, "a redenção, a remissão dos pecados" (Cl 1.13,14). Ele é agora o

nosso Cordeiro Pascal, a nossa verdadeira Páscoa

Terceira Parte

3 - A IGREJA E A PASCOA

3.1 Ainda devemos celebrar a Páscoa            

Devemos sim, celebrar a Páscoa nos dias atuais e futuros, também. A Páscoa, para nós cristãos, é a celebração da ressurreição de Jesus. Se eu não

festejasse em meu coração a Páscoa do Senhor, seria como alguém que organiza uma excursão turística, faz todos os preparativos, convida os

homens e começa a caminhar pela estrada, porém, depois de muito caminhar, para a comitiva no meio do caminho e anuncia: “Agora cada um pode

fazer o que bem quiser, pode até voltar para sua casa porque o nosso passeio já está cumprido. O que pretendíamos era somente viajar, viajar

apenas, não há meta, não há destino”. Se a vida de Cristo terminasse na cruz e no sepulcro, seria o maior fracasso, o maior desapontamento. A

caminhada concluir-se-á com a ressurreição de Cristo, esse é o maior triunfo.

Jesus transformou esse momento judaico em algo para celebrarmos até a sua volta (Fazei isso em memória de mim Lucas 22:19)

3.2 A Última Páscoa – A Páscoa Cristã (Lucas 22:7-23)

Um acontecimento tão importante como a páscoa, que deu origem ao início de Israel como nação, não poderia ser ignorada pelo Novo Testamento.

2

Pelo menos cinco ideias estão claramente implícitas e podem ser aplicadas aos cristãos.

 A morte de Cristo ocorreu exatamente no período da páscoa. A páscoa é uma festa exclusivamente judaica, os gentios foram excluídos da

comemoração (Lucas 12:43-49), mas a Ceia substitui a páscoa judaica. Assim, festejamos e relembramos a morte e ressurreição de Cristo.

Nossa páscoa se chama Ceia do Senhor, ou como alguns preferem, "santa Ceia".

Houve uma conexão intencional entre o tempo da páscoa judaica e o tempo da morte de Cristo. Não foi por acaso, mas pela determinação

providencial de Deus, que nosso Senhor foi crucificado na semana da páscoa e no dia exato em que o cordeiro pascal costumava ser imolado. O

intuito disso foi o de chamar a atenção da nação judaica para Aquele que é o verdadeiro cordeiro de Deus.

 O cristão, tal como os antigos israelitas, devem pôr de lado o fermento do pecado, da corrupção, da malícia, da desobediência,

substituindo pelos pães asmos da sinceridade e da verdade (1 Coríntios 5:7).

 A última ceia foi inicialmente uma refeição pascal (João 18:28; 19:14). Após a refeição pascal, o Senhor instituiu o seu equivalente, ou seu

substituto cristão. Ele é a nossa páscoa. Celebramos a ceia que relembra Cristo, o nosso Cordeiro Pascal.

 As ideias de uma aliança, e do início de uma nova nação estão presentes. Cristo fez uma nova aliança, e, por meio da sua Igreja, dá inicio a

uma nova nação, uma nova humanidade, composta de pessoas de todas as tribos, línguas e raças, uma nação sem fronteiras.

 Quanto ao êxodo cristão, certamente que éramos escravos do pecado, mas fomos libertos da escravidão para viver uma nova vida. Cristo

é o que nos liberta da escravidão do pecado.

3.3 A Páscoa é atitude e não reflexão

A Páscoa, como vimos instituída por Deus, para fazer memória dos seus atos salvíficos na história do povo de Israel, no início, foi uma festa familiar,

presidida pelo pai de família, porém com o passar do tempo tornou-se uma celebração litúrgica oficial realizada exclusivamente no templo em

Jerusalém e afinal, com o advento do cristianismo foi incorporada pela cristandade como uma celebração que aponta e memoriza a ação libertadora

de Cristo para o seu Novo Israel, a Igreja de Cristo – ação libertadora da morte e do pecado, assumindo cada ingrediente tradicional do rito um

sentido próprio e atualizado.

 Os pães ázimos e as ervas amargas – lembra-nos que éramos escravos do mundo e do senhor do mundo – éramos alienados e

estrangeiros, mas Deus liberta definitivamente de nossas aflições e sofrimento.

 O Cordeiro Pascal – Jesus Cristo é identificado como o cordeiro pascal, cujo sangue derramado livra-nos da morte e abre-nos caminho,

para a saída definitiva, da terra da servidão para a liberdade (João 1:29; 1 Coríntios 5:7 e 1 Pedro 1:19)

 Conclusão

Eu te desafio a pensar na páscoa sobre a perspectiva dos egípcios. Você acha que a páscoa é um dia de festa para eles? Certamente que não! É um

dia de luto e de tristeza. A páscoa só pode ser comemorada por quem pertence a Deus, por quem lhe obedece e nele crê. Somente estes têm

razões para celebrá-la. Se você pertence a Deus, deve celebrar a páscoa. Deus quer que seu povo celebre, adore, comemore, festeje. Portanto,

alegre-se, pois a sua redenção chegou. Se você não pertence a Deus, deve se preocupar, pois, o juízo de Deus é iminente. Como você pretende

escapar?

"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9:27).

"Eis que o juiz está à porta" (Tiago 5:9).

Então, "bem-aventurados os que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 22:14).

"Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi

imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e

da verdade." 1 Coríntios 5:7-8

Elaboração: Pr. Railson Rodrigues

Bibliografia: Bíblia Sagrada versão NVI; Debate Yahoo (internet), Sites na internet de assuntos relacionados, Mensagens Pastorais “a verdadeira páscoa”

Dados sobre a Quaresma- Fonte: CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Arquidiocese de São Paulo - Vicariato da Comunicação